BIOGRAFIA

CHICHICO ALKMIM


MINI BIOGRAFIA



CHICHICO ALKMIM

(1886-1978)




Francisco Augusto Alkmim , conhecido como CHICHICO nasceu na fazenda do Sítio no municipio de  Bocaiuva-MG. Filho de proprietários rurais da região  ainda jovem inicia-se com os mestres Manoel Gonçales e Passig no nascente ofício de fotografar. Começou a produzir como fotógrafo profissional a partir de 1907 na cidade de Diamantina, seus distritos e municipios vizinhos. Foi basicamente um auto didata alimentado posteriormente pela leitura de manuais como o « Manual Prático de Photographia », de Adalberto Veiga, datado de 1910.

CHICHICO ALKMIM pertenceu a uma linhagem de fotografos " retratistas "dos anos oitocentos e das primeiras décadas do seculo XX  a exemplo de Disdere e Nadar  dando inicio à fotografia de estudio  extraindo  "as poses"  das pessoas, familias , e diversas situaçoes  em  Diamantina, Minas Gerais.


O acervo  deixado por Chichico Alkmim é um registro único e incomparável da vida, população, arquitetura e paisagem de Diamantina no início do século XX.

Sua obra constitui atualmente um dos mais significativos documentos da memória visual mineira.

De Chica da Silva ao igualmente eterno Juscelino Kubistcheck, Diamantina, o Portal do Vale do Jequitinhonha, Patrimônio Histórico da Humanidade (UNESCO), é uma

referencia histórica, cultural e política para a história mineira e brasileira.

É também o ponto inicial da Estrada Real que levava o ouro e diamantes até Paraty no Rio de Janeiro.


Em 2005 foi lancado a a primeira publicação em livro do trabalho de Chichico Alkmim. A elaboração do livro “O Olhar Eterno de Chichico Alkmim” é uma realização do fotógrafo mineiro Flander de Sousa e da artista plástica Verônica Alkmim França e contém ensaio de José Luiz Starling e texto biográfico de Paulo Francisco Flecha de Alkmim. 

O trabalho registrado no livro aborda a multiplicidade da sua obra que eternizou instantes através de retratos ,  arquitetura diamantinense, sua religiosidade, costumes e ritos, evidenciando o cuidado do artista com a composição, textura e a delicadeza das imagens. O livro foi lançado em  Diamantina , Belo Horizonte, Minas Gerais  e tb  no Rio de Janeiro na Livraria  da Travessa de  Ipanema


Em 2015, o acervo de Chichico Alkmim foi depositado em regime de comodato no IMS -  Instituto Moreira Salles. São mais de cinco mil negativos de vidro, com imagens de tipos e costumes brasileiros da primeira metade do século XX. Alguns desses negativos chegam a armazenar até oito imagens. Em função disso, calcula-se que todo o conjunto contenha aproximadamente dez mil registros fotográficos dos habitantes de Diamantina e arredores.












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